O Monte grande e proeminente,
prostrado na sua solidão de pedra,
um dia viu a Lua,
linda, brilhante e bela,
e por ela perdidamente se apaixonou....
Toda noite,
a lua iluminava o monte,
com sua luz clara e delirante,
aquecendo o tristonho coração de pedra.
A Lua também nutria por ele, grande amor...
Mas que amor é esse...?
Amor que só olha, vela...
Mas não toca,
Amor impossível, sublime
Amor, sublime amor!
Sublime pela afeição, pelo carinho,
pela vontade de estar próximo,
mas da realidade de tão longe estar....
Amor que dura milhares de séculos,
amor resistente como as pedras do monte...
e delicado como a leveza da lua...
quinta-feira, 6 de maio de 2010
sábado, 27 de março de 2010
"Criminis” (novo)

Réus e jurados,
vítimas, juízes.
Defensores e promotores.
Todos discutindo
a mesma lamúria.
O pesar dos que já se foram,
e o chorar dos que clamam consolo.
Tribunal do júri.
Inicia-se a sessão.
Exposição da peça,
promotor e advogado,
no mesmo tablado.
Fatos, provas, perícias,
Depoimentos, testemunhas.
Primeiro acusação,
depois, defesa.
Gastando a sua tese,
no crime em que pese.
Quanto vale a vida?
E qual o preço da liberdade?
Liberdade e Prisão.
Qual o limite da sanção?
Tarefa ingrata.
Acusar e defender.
Um aponta o dedo adiante,
e quatro contra si.
E o outro dorme,
com a gravidade
das iniqüidades!
Não há como fugir, escapar,
das leis, das penas, do ofício.
E o preço a pagar,
é o vento, a paz, o sol...
Os filhos, a família.
Triste sacrifício
este de julgar!
Sem sono (novo)
Pra quê comprei uma agenda,
Se nem sei que dia é hoje.
Se não tenho compromissos importantes.
Reuniões a agendar
e discursos a declamar.
No momento só ouço,
o barulho do pernilongo
Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz
a precipitar sobre
meu ouvido sonolento.
Rabisco versos,
porque bacharel metido a poeta,
não tem nada mais importante a fazer.
Só olho as estrelas pela janela,
que aliás são difíceis de aparecer
numa cidade tão nebulosa.
E fico a pensar besteiras
na minha cabeceira,
e escrever asneiras.
A esta hora...
Nem olho as horas...
Isso me dá insônia.
Se nem sei que dia é hoje.
Se não tenho compromissos importantes.
Reuniões a agendar
e discursos a declamar.
No momento só ouço,
o barulho do pernilongo
Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz
a precipitar sobre
meu ouvido sonolento.
Rabisco versos,
porque bacharel metido a poeta,
não tem nada mais importante a fazer.
Só olho as estrelas pela janela,
que aliás são difíceis de aparecer
numa cidade tão nebulosa.
E fico a pensar besteiras
na minha cabeceira,
e escrever asneiras.
A esta hora...
Nem olho as horas...
Isso me dá insônia.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Porquês
A vida tem tantos porquês,
que nem eu sei por que escrevo
trovas, sonatas e versos,
distribuídas em estrofes sem nexo
Nem sei o porquê,
que complicam a vida,
enchendo-a de por quês,
vazios e sem tesão
Não entendo por que,
minha cabeça é promíscua,
de tanto pensar em você,
nos cantos da sala e da cama.
Queria saber por que razão
O coração é desprovido de razão.
E por que é cheio de porquês,
Porquês cegos de inteligência,
e abarrotados de pura ilusão.
que nem eu sei por que escrevo
trovas, sonatas e versos,
distribuídas em estrofes sem nexo
Nem sei o porquê,
que complicam a vida,
enchendo-a de por quês,
vazios e sem tesão
Não entendo por que,
minha cabeça é promíscua,
de tanto pensar em você,
nos cantos da sala e da cama.
Queria saber por que razão
O coração é desprovido de razão.
E por que é cheio de porquês,
Porquês cegos de inteligência,
e abarrotados de pura ilusão.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Chegando outono
Faz frio lá fora
e o vento balança
meus cabelos em trança.
No calor da lareira
o fogo se agita
e o meu coração se excita....
e o vento balança
meus cabelos em trança.
No calor da lareira
o fogo se agita
e o meu coração se excita....
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Noite avessa

Ah noite, noturna...
De noturno de Chopin
ao chorinho de Catulo,
tu és a inspiração
de poetas, músicos e apaixonados...
Noite de estrelas e luar,
que brilha sobre o mar
sobre rios e montanhas
sobre florestas e savanas!
Noite dos amantes...
Apaixonados, embriagados.
Ilumina os casos de amor,
sob tua protetora
e promíscua escuridão!
Noite poetisa!
Profetisa, eremita.
Adivinha o que se passa
nesse inflado coração,
tão cansado de chorar e amar...
Fases ocultas
Em cada maré da vida,
uma nova estação,
em que sonhos são espumas
de uma onda arrebentada
na praia das ilusões.
Componho a composição
de mim mesma.
Tocos os sonetos
que pulsam no meu coração,
e escrevo letras
de vulgar rima e canção.
Em cada fase da lua
um novo brilhar
de estrelas vaidosas,
brigando pelo amor
da lua luminosa.
No pomar de frutos dadivosos
sou a fruta de maior alcanço.
Não por ser presunçosa,
mas por ser deliciosa!
uma nova estação,
em que sonhos são espumas
de uma onda arrebentada
na praia das ilusões.
Componho a composição
de mim mesma.
Tocos os sonetos
que pulsam no meu coração,
e escrevo letras
de vulgar rima e canção.
Em cada fase da lua
um novo brilhar
de estrelas vaidosas,
brigando pelo amor
da lua luminosa.
No pomar de frutos dadivosos
sou a fruta de maior alcanço.
Não por ser presunçosa,
mas por ser deliciosa!
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Contradiçoes

A minha viola canta uma canção
No meu coração toca um refrão
Na minha banda, antítese rima com paráfrase.
Metáfora com anacronismo
E hipérbole com onomatopéia
Na minha vida sorriso conjuga com lágrimas,
Raiva com alegria,
Beijo com tapa,
Viola com violão
No meu relógio, hora marcada é atrasada.
meio-dia são duas horas,
seis horas são meia noite e seis,
e três são nove horas.
No meu céu, as nuvens negras,
brilham como ouro ao toque da luz.
A lua beijou o mar,
e o mar beijou o sol.
Belo triângulo amoroso
Escapismo
Sinto vontade de voar...
escapar das idéias,
e viver de imaginação
O que adiante
Ter os calibres cheios, mas um coração vazio?
Sussurrar palavras sem boas intenções?
Respirar sem viver?
Dedilhar melodias sem emoção?
Por isso quero voar
Fugir, escapar e sonhar...
Ter asas e poder cantar
Rimando melodia com alegria
Cantando com euforia
E amar com sintonia!
escapar das idéias,
e viver de imaginação
O que adiante
Ter os calibres cheios, mas um coração vazio?
Sussurrar palavras sem boas intenções?
Respirar sem viver?
Dedilhar melodias sem emoção?
Por isso quero voar
Fugir, escapar e sonhar...
Ter asas e poder cantar
Rimando melodia com alegria
Cantando com euforia
E amar com sintonia!
O tempo
A vida em um ato
o tempo em um capítulo
parece que hoje
foi simplesmente ontem
e o amanhã já é
depois de amanhã
e o que virá e será
só o tempo dirá.
(12/09/09)
À noite...
o tempo em um capítulo
parece que hoje
foi simplesmente ontem
e o amanhã já é
depois de amanhã
e o que virá e será
só o tempo dirá.
(12/09/09)
À noite...
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