sábado, 3 de dezembro de 2011

Perguntas

Parece que tudo,
é nada ou quase nada...
Meus sentimentos de tão vazios,
são intensos e duradouros.

Por que a cabeça,
impede o corpo de agir?
Por que parece
que grito no silêncio?
E o silêncio estranho se faz
dentro de mim...?

Por que quando,
estou lá,
quero estar aqui,
e quando estou aqui,
quero lá estar?

Por que os assuntos
tornaram-se tão superficiais,
chatos, individuais, intimidadores!
Por que são tão unilaterais?
Eu, eu + eu = eu, eu eu!!!!
E não bilaterais?
Eu e você = como estamos nós....?

Por que os amores se esvaem,
com a denúncia do tempo?
Por que a falta de interesse,
quando o espelho mostra o real?

Por que o medo de amar?
Por que preferir amar a poesia dos versos,
a amar a realidade do ser,
textura da carne e da alma?

Por que somos complexos,
se tudo é tão simples?

Simples demais para tanto perdermos tempo,
com o escuro, o vazio, a denúncia...
a solidão...

Obs: olá meus queridos leitores...!

Fiquei fora um tempo, mas estou de volta.

Esta música do a-ha, não a ouvia há muito tempo. Foi então que ouvindo a rádio, recordei desta linda melodia. E tem muito sobre a poesia que escrevi, enfim sobre muitas coisas...
Beijos a todos

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Assim, nós dois....

Poderia passar,
a vida a te contemplar.
A somente a olhar e a imaginar,
o seu sono, os seus sonhos....

Poderia passar,
a vida inteira a passear.
Com minha mão roçando a sua...
Com meus passos seguindo os teus,
Com minha pele crepitando a tua...

Poderia passar,
a vida inteira a te amar...
Com meus lábios saciando os teus,
meu corpo, esquentando o teu,
minha existência se unindo à sua...


 

sábado, 29 de outubro de 2011

Geleia de Mocotó

Eita trem bão!
Esta comidinha me ajudou a crescer.
Forte, saudável, nutritiva!

Outro dia passeando
no supermercado e vi.
Ela ali na prateleira.

Simples em meio,
a apetitosos doces de chocolate,
Nutela, doce de leite, biscoito.

E quanta saudade senti,
"da aurora da minha vida,
da minha infância querida,
que os anos não trazem mais"...

Nem pensei.
Ignorei os outros,
e peguei minha geleia.
E com ela toda contente,
fui para casa matar a saudade!


domingo, 9 de outubro de 2011

Sei que nada sei

Sabe... nem sei,
de que material sou feita...
Se de sonho ou de pedra.
Se de aço ou de espera...

Acho que sou de água.
De um fio calmo que desce sem trégua.
Que nasceu de água doce,
Mas que há muito se mistura com a salgada...

Penso que sou de sonhos...
Sonho, sonhando pelas ruas...
As nuvens são o granito onde piso.
Meus sonhos, tão sonhadores que nem digo...

Creio que sou de lágrimas e de alegrias.
Lágrima salgada que desce,
que contorna os traços de um sorriso...
Alegria contida num abraço amigo!

Na verdade,
Só sei que nada sei.
Vivo sonhando e dançando,
Crendo e me despindo,
Das fantasias que a realidade me acaba rindo...!

domingo, 18 de setembro de 2011

Simplesmente flor

A flor que flutua no largo,
exuberante odor adocica.
E os olhos embriagados do amor
do amor que não se anuncia.
Deitada no leito sonhava,
sonhando com flores e poesias...
Acordada se via prostrada
do amor que outrora sentira....

domingo, 11 de setembro de 2011

Ser...

Sou barroca,
sou metade barro,
metade oca.


Sou da natureza pura e nua,
sou dos jardins suspensos,
das estrelas e da lua....


Sou alegre e sou triste,
sou o avesso do mundo,
sou o sonhar sonhando nas ruas...


"Sou fogo que arde"
e se vê ardendo,
em pensamentos, letras
alegrias e descontentamentos.


Sou a caminhada, a contemplação,
sou o espectro do espelho a refletir,
a metade de mim, a metade de ti....





OBS: " Minha Namorada" -  Vinícius de Moraes e Carlos Lyra

domingo, 4 de setembro de 2011

Flor e beija flor


A flor andava triste.
E o beija flor cismado perguntou,
se era o amor, a causa de sua dor.

A flor balbuciou que sim.
Apaixonara-se por um pastor
que toda manhã costumava regá-la,
enquanto no campo trabalhava.

O beija flor então perguntou:
- “onde está o seu pastor ?”
E a flor respondeu: :
-“ está a regar outro amor”...




Obs: esta poesia é antiga estou  apenas reeditando-a...

sábado, 27 de agosto de 2011

Livros...


Que doce encanto é te ler!
Folhear suas páginas...
e com elas sonhar.
Que mergulho saboroso em tuas palavras!
decifrar a alma do personagem,
e com ela viajar....

Sentada num tapete mágico,
Perscruto as mil e uma noites de Sherazade...
Contemplando no cimo de um monte,
Sinto o Morro dos Ventos Uivantes....
Parada numa estação de trem,
Vejo a triste Ana Karenina...
a chorar e prostrar....

Minha imaginação não para de trabalhar.
Vivo no mundo dos sonhos.
          Os sonhos que a literatura me conta...                     
São belos, são tristes, são alegres!
E minha pretensa alma de poeta...
não consegue deles se afastar....!

Adormeço após um dia de guerra.
Sinto-me Natasha em Guerra e Paz.
Paz no coração de uma virgem de lábios de mel...
Guerra, numa Vida Severina sem espera...

Que doce melodia é te ler!
Obrigada pela companhia que me faz!
Pelas contos de aventuras que me contas...
Por compartilhar do meu leito,
E adormecer junto ao meu peito....!





sábado, 20 de agosto de 2011

Contraste


Sou das flores de abril,
que passeiam seu perfume pelo ar.
Sou da natureza pura e virgem,
que agracia sua beleza neste altar...

Sou da suavidade, suave...
Suave brisa que aquieta a tempestade.
Sou o céu azul a te alegar,
e também as nuvens nebulosas,
a contigo chorar...

Sou o céu, sou o inferno,
Sou barroca!

E o que posso fazer ?
Se consigo os teus lábios enfeitiçar...
a dizer balbúrdias, alucinações
prosas de amor e poesias de dor...

Sou o amor forte, vital!
Que faz teu sentido vibrar.
Sou o esplendor da luz a me guiar,
para meu passo nesta relva não afundar...

E, principalmente sou,
o braço amigo e amante....
a contigo ninar....


domingo, 7 de agosto de 2011

Verdade mais que verdadeira


Capacidade de ser feliz...?
Sentir feliz...
Sorrir feliz...

Quem tem? Quem possui?
Este tesouro guardado,
bem no quentinho do coração...
Que é capaz de adornar,
a mais triste melodia...

Quem ama? A quem amar?
Senão um pedacinho,
de um bom coração...
Que seja capaz de ninar,
e te cantar as mais doces canções...

Nada demais,
Só o amor é demais...
Suficiente e reitero,
Sempre meu presente tema...
Meu primo tema...
Meu eterno tema....!

sábado, 30 de julho de 2011

Verdades...?


Pensamentos que vêm.
Ideias que se partem...
Palavras não ditas,
e há muito esquecidas.
Quando sou pressionada...,
ou quando fico emocionada...

Cabeça, cabeçinha...!
Por que dois?
É por ti, ou pelos outros?
E pelos deveres que carregas,
ou pelas crises que tu te empregas?

Primeiro, eu!
Seja egoísta consigo.
Sem falsos moralismos,
ou ideiazinhas politicamente corretas....

O que te cercas?
Se não cuidar de mim,
quem vai cuidar de ti?

Seja dorminhoca, preguiçosa.
Ria para o espelho!
Ria bastante dos seus erros.
E se reptí-los...
ria ainda mais!

Porque, senão...
Sua cabeça vai doer.
Seu ombro endurecer.
Sua fala gaguejar.
E sua carcaça enferrujar...!


PS: Deus acima de tudo, sempre! ;)

sábado, 16 de julho de 2011

Amor, velho amor...


Das trovas medievais...
Dos epitalâmios matrimoniais....
Das declarações castelares...
E das sonatas lunares...


A inspiração sempre pulsante,
que a cada verso proclama...
Um amor que sempre reclama...
Lágrimas que sílabas declamam...


É sempre o amor, velho amor.
que em todo verso idealiza.
Sonhos, desejos, fantasias que materializam.
Somente ideias, que a realidade martiriza....


O real... é o poema!
É o sonho dos versos,
que alegra qualquer coração transverso...
Ou alivia a dor,
de um ser sem cor....


As tovas... são encantadas!
Os epitalâmios...os deliciosos votos de amor
As declarações catelares.... simplesmente corações românticos!
As sonatas lunares....ah...
Essas sim, me fazem sonhar...

PS: Romeu e Julieta de Willian Shakespeare. Este filme baseado na obra do notável escritor inglês, retrata o mais romântico e trágico dos amores. Um amor puro, adolescente, genuíno, sem limites, que não temeu a intolerância e a morte. Lindo filme, datado de 1968, com uma trilha sonora belíssima.
Vale a pena assistir...! 




sábado, 2 de julho de 2011

Assas



Coragem para voar,
como o condor em cima dos abismos.
Alçar voos por entre os cimos.
Voar somente para me encontrar.

Dar fuga ao coração,
para extravassar o seu dragão.
Que adormecia, mas agora acorda.
Acordar, dançar e amar!

Assas, assas!
Que vem da alma libertada.
Com meu ser bem longe dos grilhões.
Dou voz, vida, força, sou toda alada!

Alar por entre as montanhas.
Alar sobre o mar.
Alar por entre as pessoas.
Somente alar para me encontrar!
 

sábado, 25 de junho de 2011

Nem sei...


Doce olhar...
Vago, reticente...
Infinitamente sonhador.
Por vezes, sofredor...

Para quem olho?
Para o espelho?Para a lua?
Para o horizonte de uma louca melancolia.
Para as montanhas, caladas, juntas e tão sozinhas!

Meus versos tão imprecisos...
Não são métricos, nem decassílabos.
Longe da perfeição técnica do Parnasianismo.
São vagos, reticentes  e profundamente indecisos!

Tenho um "doi doi" no coração,
que se chama paixão.
Se essa rua fosse minha,
se chamaria solidão...

Quem dera mandar ladrilhar com brilhantes,
para ver meu amor passar.

Vê-lo passar,
com um buquê de encantos nas mãos,
a me pedir com sofreguidão,
carinho, amor e atenção...
E a me ofertar,
compreensão, amor, afeto e perdão...

Há tanto amor dentro de mim!
Tanto, tanto!
Que nem sei o que dele é feito...
De tão intenso, de tão acalourado!
De tão acolhedor!

É vago, é reticente, é doce...
sonhador e profundamente amante...
Impreciso, só...
Mas que tanto te quer compartilhar!
                           ( e contigo estar)


domingo, 12 de junho de 2011

Colorido





Ê vida danada!
Que dá volta e meia.
E na meia volta,
enrolada esse meu brocardo.


Que doi a vista da gente,
quando avista o redemoinho.                           
Ora de águas claras.
Ora de águas turvas.
Sempre girando.
Água viva que grita!


Nos trilhos do trem.
No piuí do maquinista.
Nos vagões cheios de artista.
Deste  teatro chamado vida.
Lá vou eu, em cima da crista!

Essa vida é mesmo enrolada ( ou será eu??)
igual a novelo de lã.
que se enrosca nas garras do gato.
E vai dando nó.
Em cima do meu telhado.


É vida danada!
Do poeta ao saltibanco.
Da moça que chora o pranto.
Do padre que veste o manto.
Da beata que reza pro santo.
Lá vou eu, sentada num banco!


Vida danada que não se entende.
Num tumultuar de muita gente.
E no meio a criança que chora e geme.
Lá vou eu, com esta gente que sente...!




sábado, 4 de junho de 2011

Tempos da Psiquê




Sou incansável, romântica e pretérita!
Gosto do mais - que – prefeito.
Mas aí de mim!
Só conjugo no futuro do pretérito!

Sou amante, sou pulsante, sou errante!
O eros sempre é pedaço de mim.
Mas que fardo é este fato,
Ele sempre está a fugir de mim...!

Sou ardência, sou crepitada em fogo!
Danço para a nudez da lua.
Aconchego para a volúpia do sol.
E adormeço amando... na ludibriada escuridão...!

Sou toda poesia e comigo não há prosa!
Sou subjetiva e gosto do subjuntivo.
Não sou de convicção e ideias formatadas.
Sou idealista, utópica e bem antiquada!

Sou um fervor!
E que posso eu fazer?
Nada...ninguém muda minha essência.
Por isto conjugo no tempo que quiser!




sábado, 21 de maio de 2011

O farfalhar das folhas


 
O frio do outono
que balança os troncos das quaresmeiras,
com seu intrépito glacial,
a orvalhar na folhas das laranjeiras.

Tudo cai, tudo vira tapete!
De um avermelhado-acinzentado,
a embelezar os parques e gramados,
onde deleitam os amantes apaixonados!

É um outono colorido no meu coração!
Cheio de abraços e carinhos,
com luvas cobrinho os dedinhos,
e cânticos dos pássaros alegrando o caminho...

Tudo é festa neste outono de águas mornas...
onde me banho toda deleitosa!
Tomo chá numa poltrona gostosa,
e adormeço o sono das preguiçosas!...


sábado, 14 de maio de 2011

O sol, eterno solar!

Tu, que tão majestosamente estás a iluminar!
Aqueçe com seu calor o mais frio dos pés.
Tu, cuja órbita é uma dança solar.
Vem, e acorda este coração que insiste em dormir...

Tu, cujo brilho é mais forte que o amor.
Talvez porque sejas sua verdadeira fonte.
Que ofertas semeadura, colheita e calor!
Vem, e faças brotar luz neste canteiro de solidão...

Tu, cuja beleza é espelho da lua.
Em sua luminosidade clareia os sentidos.
Tu, que sopras ventos de amor.
Ajude a espantar esses raios de dor.

Tu, cuja grandeza inveja outros astros.
Por ser grande, romântico, vital, esplendoroso!
Que escancara defeitos e verdades de fato.
Vem, e queima com seus raios as manchas de horror.

Tu, cujos raios frestam pela janela.
Atrapalham, incomodam, expulsam a mentira!
Retira o lugar da etérea noite que teima.
E se impõe REI, com seu manto de verdade e calor!



sábado, 30 de abril de 2011

Calmaria

Noite tranquila.
A lua,
plena de luz.
As estrelas,
joias do céu.

A janela,
com uma vaso
repleto de trevos,
de quatro flolhas.
E um ramo,
de presente flor...

O mel da noite,
vai acalmando
as tempestades de dentro.

A brisa suave das montanhas,
entra pela janela de madeira talhada,
e vai soprando, soprando...
ventos que não são uivantes.

Então, e só então.
A tempestade de dentro,
começa a se harmonizar,
com a lua, com as estrelas,
com a brisa...
com o mel acolhedor da noite.

sábado, 16 de abril de 2011

Tributo a Tolstói

Como me sinto feliz!
Ao ler Ana Karênina.
Mergulho-me no seu romantismo dramático,
e fico a sonhar....
com seu amor
forte...
intenso...
fatal...

Pobre e querida Ana.
Já sofri assim como tu...
e ainda tenho que remendar algumas cicatrizes,
que são de fogo,
que são de amor,
que são de desejo
( e dor...)


OBS: uma obra-prima de Leão( ou Leon 1828-1910) Tolstói, romance intenso, publicado entre 1873 e 1877.  É impressionante a sensibilidade do autor  em descrever sentimentos femininos de uma maneira tão sútil e verdadeira! Também disserta sobre temas filosóficos, existênciais, e descreve a Rússia de meados do século XIX, com seus bailes, salões, riquezas, além denunciar a  hipocrisia da sociedade. O livro é simplesmente MARAVILHOSO, emocionante. Quem gosta do gênero, vale muito a pena ler e sonhar neste romance tão especial.

sábado, 2 de abril de 2011

Flor do brejo

Flor fina do brejo,
que emerge das águas,
solitária a flutuar,
com suas pétalas a soluçar...

Sua beleza,
de sublime brancura.
De pureza que segue a lua.
De leveza,
que abranda o mar.

Sua solidão,
que desenha melodias, 
nas águas a caminhar.
Cantando para o céu.
Prostrada por chorar.

Oh, doce flor!
Eu que sou,
do mal do século.
Não me canso de te admirar,
e contigo sonhar.

Sua beleza,
solitária beleza.
Que segue a lua.
Que canta para o céu.
Que abranda o mar.

Acalma este coração,
torturado de tanto te amar...

PS: recebendo o outono e o lindo mês de abril... 

 

sábado, 19 de março de 2011

O prazer

O sexo quebra o encanto.
Quebra a beleza, quebra o olhar.
Do sorriso tímido...Quebra o abraço carinhoso,
e o fugir com vontade
de se mostrar.

O sexo é banal.
É apenas um subterfúgio,
para almas medíocres,
terem o que conversar.

Na verdade...
O sexo é uma bela obra de arte!
Em que há o encanto do olhar
Daquele sorriso abrasador,
daquele abraço acolhedor...
Daquela fuga!
desejosa de selvagem captura...

O sexo é consequente,
do mais belo romantismo.
E não sou piegas.
Não, somente falo,
aquilo que é desejoso,
aquilo que é essência,
que brota, que quer vida!

O sexo por si...
é vazio, medonho..
Até incômodo!

Já aquela obra de arte...
Ah, ela é puro jardim!
De flores, de beleza, de fertilidade,
de amor...



sábado, 5 de março de 2011

Nossa Senhora!



Nossa Senhora,
luz de amor.
Manto de abençoada proteção,
Rainha de todos os corações!
Doce consolo,
afago protetor.
Protege-nos Senhora Mãe!
De nós mesmos.
Daí- nos consolo,
cuida do nosso dormir.
Vela pelos nossos sonos, sonhos
Encha nosso coração de nobres sentimentos,
Afasta a amargura, o rancor, a solidão...

Mãe de todas as Mães!
Imagino-a com seu manto azul...
Suas mãos a nos carregar,
Seu olhar cheio de amor,
a nos consolar.

Proteja-nos querida Mãe!
Com seu manto azul.
Proteja-nos com vossa paz...!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Ode à lua



Ai ai Lua...
quer entrar no meu quarto
e dizer qual segredos guardas
em seu coração de lua?...

Em que nuvem flutua,
seus sonhos de amor e brancura
sua luminosidade que outrora perdia
nos raios luminosos do dia
e que retorna com a tarde tardia
voltando a encher o suave coração de lua,
que flutua, flutua...

Quer deitar sua luz,
no meu seio de branda ternura
embalar uma noite de amor,
acobertada pelo seu manto cobertor.

Lua cúmplice dos amantes...
Ilumina os becos escuros
com amor e poesia...

Lua observadora das fugas apaixonadas!
e madrinha de todas as histórias
de amor e de dor...


OBS: esta poesia é antiga... Estou  apenas reeditando-a... Beijos a todos

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Meu vinte de fevereiro

Meus vinte e poucos anos colhidos,
de primaveras brotadas.
Declamados em sonetos,
de contradiçoões vividas.
De alegrias "sorridas",
de tristezas choradas.
De romance, romantismo,
de ilusões e perdas declaradas...

De amor...
que parafraseou meu dias,
em versos de alegrias...
E teceu algumas noites,
em tristes versos simbolistas....

Pedido: Um coração bondoso,
que saiba perdoar,
um coração leve,
que sempre saiba amar...


domingo, 13 de fevereiro de 2011

O eterno..



O amor é devagar...
Não é apressado.
Não se aflige com o relógio...
O tempo do amor.
É o tempo da eternidade...

O amor é silêncio.
Sem constrangimento.
É o roçar sobre o desconhecido...
É o presente sempre vivido.
"É a dor que desatina sem doer"...


Obs: último verso é de Camões. O trecho  é do filme Candelabro italiano ( "Rome Adventure")filmado em 1961. Simplesmente encantador! O jovem casal interpretado por Suzanne Pleshette e Troy Donahue, fazem um delicicioso tur pelo norte da Itália. Como sempre digo, vale a pena assisitir!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Alimento




A paixão 
é o fruto da árvore envenenada.

O amor
é a flor que sacia o beija flor...


Diferentes na essência.
Únicos na dor...




sábado, 29 de janeiro de 2011

O sonhador



O poeta está acima.
Acima da corrupção,
da aparvalhada alienação.

O poeta está no cume,
de uma montanha chamada solidão...
Assiste aos clamores.
Se compraz de amores...

O poeta é só.
É múltiplo em suas dores.
Egoísta em seus horrores!

O poeta está abaixo...
Abaixo de suas torturas.
De sua apaixonante amargura...


PS: feeling so lonely...

sábado, 22 de janeiro de 2011

Pronta para fugir




OBS: trecho do filme Cinderela em Paris - Funny Face.Com Audrey Hepburn e Fred Astaire  ( música- "He Loves And She Loves"). Para quem gosta de fimes românticos e musicais da década de 50, vale muito a pena assistir. Os atores dão um show de interpretação, dança e canto. Eram artistas completos. Além de romance o filme também trata de filosofia. Enfim... lindo, encantador!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Simplesmente infinitivo...



No amanhecer adocicado,
me perco em pensamentos....
Atordoando o nascer do dia,
num confuso tormento...

O entardecer de uma brisa leve,
me remete a tempos insolentes...
Ouvindo o sussurrar do vento,
em um ouvido sonolento...

O anoitecer...
que tece o céu de estrelas.
Em uma escuridão iluminada...
Fechando o dia sublime,
 em uma bela esplanada!


OBS: escrita em 2005. Ontem, achei entre meus escritos de estudante e resolvi postá-la.

sábado, 8 de janeiro de 2011

A Lágrima

Cuidado quando,
a água límpida,
burburante e viva,
deixa de fluir na alma.
Transformando-se em água turva,
De raiva, ódio e prisão.

O corpo é água transparente.
Transparece pelos olhos.
Olhar, espelho do ser.
Quem é puro transparece,
todas as emoções no ato.
Num segundo.
De uma lágrima declamada.

A lágrima declama.
A tristeza, a alegria, o consolo.
A lágrima é poética poesia.
Uma sonata inteira,
tem como inspiração,
uma única gota,
de lágrima declamada.

Essa lágrima é pureza de água límpida.
Porque mostra minha nudez.
É verdadeira, não é mentira.
É água que quando chora,
Transborda um rio inteiro.
De uma doce, tenra e ardente existência...
 

sábado, 1 de janeiro de 2011

Ode ao amor


Como é bom amar!
Mesmo que um oceano
encubra a distância,
mais forte é o ardor do amor
Que une corações,
mesmo estando
em extremas divisões.

Sempre tema de sonetos,
de alegres melodias,
ou de tristes cantigas
Sempre o alimento bucólico 
da Dor
Manisfesta-se no Amor.

Obs: Cena do filme "Breakfast at Tiffany's. 1961

Chove muito lá fora...