sábado, 29 de janeiro de 2011

O sonhador



O poeta está acima.
Acima da corrupção,
da aparvalhada alienação.

O poeta está no cume,
de uma montanha chamada solidão...
Assiste aos clamores.
Se compraz de amores...

O poeta é só.
É múltiplo em suas dores.
Egoísta em seus horrores!

O poeta está abaixo...
Abaixo de suas torturas.
De sua apaixonante amargura...


PS: feeling so lonely...

sábado, 22 de janeiro de 2011

Pronta para fugir




OBS: trecho do filme Cinderela em Paris - Funny Face.Com Audrey Hepburn e Fred Astaire  ( música- "He Loves And She Loves"). Para quem gosta de fimes românticos e musicais da década de 50, vale muito a pena assistir. Os atores dão um show de interpretação, dança e canto. Eram artistas completos. Além de romance o filme também trata de filosofia. Enfim... lindo, encantador!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Simplesmente infinitivo...



No amanhecer adocicado,
me perco em pensamentos....
Atordoando o nascer do dia,
num confuso tormento...

O entardecer de uma brisa leve,
me remete a tempos insolentes...
Ouvindo o sussurrar do vento,
em um ouvido sonolento...

O anoitecer...
que tece o céu de estrelas.
Em uma escuridão iluminada...
Fechando o dia sublime,
 em uma bela esplanada!


OBS: escrita em 2005. Ontem, achei entre meus escritos de estudante e resolvi postá-la.

sábado, 8 de janeiro de 2011

A Lágrima

Cuidado quando,
a água límpida,
burburante e viva,
deixa de fluir na alma.
Transformando-se em água turva,
De raiva, ódio e prisão.

O corpo é água transparente.
Transparece pelos olhos.
Olhar, espelho do ser.
Quem é puro transparece,
todas as emoções no ato.
Num segundo.
De uma lágrima declamada.

A lágrima declama.
A tristeza, a alegria, o consolo.
A lágrima é poética poesia.
Uma sonata inteira,
tem como inspiração,
uma única gota,
de lágrima declamada.

Essa lágrima é pureza de água límpida.
Porque mostra minha nudez.
É verdadeira, não é mentira.
É água que quando chora,
Transborda um rio inteiro.
De uma doce, tenra e ardente existência...
 

sábado, 1 de janeiro de 2011

Ode ao amor


Como é bom amar!
Mesmo que um oceano
encubra a distância,
mais forte é o ardor do amor
Que une corações,
mesmo estando
em extremas divisões.

Sempre tema de sonetos,
de alegres melodias,
ou de tristes cantigas
Sempre o alimento bucólico 
da Dor
Manisfesta-se no Amor.

Obs: Cena do filme "Breakfast at Tiffany's. 1961

Chove muito lá fora...


 

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

o coração

O coração é pura verdade.
E pura ilusão.

E verdade porque,
na solidão taciturna
dos meus pensamentos.
Ele me revela o que há,
de verdadeiro, concreto...
É fatal quando erro.
É vigoroso quando amo...

É ilusão porque,
o coração é pureza de romance.
Fantasia, cria, se perde.
Idealiza um mundo utópico
de beleza, ideias e emoções,
quando o impropério é a paixão
(quando se trata de amor...)

O coração é dúbio.
É certeiro na verdade.
É ingênuo na ilusão...

sábado, 18 de dezembro de 2010

Conflitos


Conflitos...
internos, externos, existenciais...
 

Como os conflitos me cansam.
As brigas me enfraquecem,
e não me enobrecem.
Não sou guerreira de brigas.
Sou guerreira de flores...

 Brigas para ter razão.
Pura infantilidade...
de quem não sabe,
o que é simplicidade.

Brigas por discórdia,
mancham a alma de tristeza,
enchem o espírito de baixeza.
Causa enfarto, cefaléia, depressão...
de corpo e de coração.


Como sou guerreira de flores,
e de amores,
minhas flechas são de cupido.


Sou conflituosa só por dentro.
Mas por fora....
sou toda prosa!
( e também poesia....)



sábado, 11 de dezembro de 2010

Ode à Arte

Que graça teria o mundo.
 Sem a música e a literatura.
Se somente houvesse,
médico, engenheiro, advogado.

Todas são importantes!
Porém  a música nos faz sonhar...
Criamos personagens e ambientes ilusórios.

E a literatura nos transporta,
para além das fronteiras físicas,
para o mar, para as estrelas,

para o infinito, para o campos...
para os amores distantes, improváveis....

Como é bom desfrutar dos delírios da música!
E da magia da literatura romântica!
Cada nota tocada,
cada sonata, e o"noturno" de Chopin,
tocam alguma corda da nossa essência,
seja obscura, seja transparente,
seja triste, seja doce...

A música revira nosso íntimo.
Nosso instinto!
Modificamos com a música.
Somos dissonantes como ela.
Chegamos ao impropério,
de dançarmos despidos, sem mácula,
para a claridade pura da lua...

E a literatura...
Ah essa nos faz suspirar.
Se romântica, nos aquece os sentidos.
Se sombria, enche-nos de mistério....(* O Morro dos Ventos Uivantes)

Arte musical e literária,
pressuposto de existência feliz.

Deus nosso "primo" artista,
nosso poeta e músico do céu,
delegou esta divina graça,
para que o mundo fique...
mais leve...
mais romântico...                                      
mais sonhador...
mais cheio de amor...



OBS:* Emily Bronte, escritora inglesa do século XIX, autora do impressioante romance, O Morro dos Ventos Uivantes.
OBS: O filme "Singin in the rain" é um clássico musical da décade de 50. Vale a pena assistir!

sábado, 4 de dezembro de 2010

Contradições


A minha viola canta uma canção
No meu coração toca um refrão
Na minha banda, antítese rima com paráfrase.
Metáfora com anacronismo
E hipérbole com onomatopéia

Na minha vida sorriso conjuga com lágrimas,
Raiva com alegria,
Beijo com tapa,
Viola com violão


No meu relógio, hora marcada é atrasada.
meio-dia são duas horas,
seis horas são meia noite e seis,
e três são nove horas.


No meu céu, as nuvens negras,
brilham como ouro ao toque da luz.
A lua beijou o mar,
e o mar beijou o sol.
Belo triângulo amoroso



OBS: Como gosto muito desta poesia, resolvi postá-la novamente. Beijos carinhosos a todos!

domingo, 28 de novembro de 2010

Sem romantismo

Somos sopro
do mundo.
Somos frágeis na casca,
mas com uma mente,
que revira o universo.

Lutamos contra nós mesmos,
contra nossa natureza.
Não desejamos perecer,
mas não ligamos,
se os outros perecem.


*“O homem é o lobo do homem”.
Triste frase; triste verdade.
*“ O homem nasce bom”.
Bela verdade!
Mas o mundo o disseca...
Seca verdade.

Somo pura contemplação,
astronômica.
Somos menores que as estrelas,
mas queremos dominá-las.


Somos pequenos na casca,
mas por vezes,
somos gigantes na prepotência.

OBS: respectivamente Thomas Hobbes  e Rosseau.

sábado, 20 de novembro de 2010

Desabrochar

Toda vida severina.
Guarda soluços e recatos,
religiosidades e chamas em vela,
pintados num quadro em tela.

Toda vida severina,
esconde uma saudade,
que debulha no travesseiro.
Num rosto pingado.
Num coração angustiado.
 ( refém dos próprios sentimentos)

Toda vida severina,
desabrocha no seio em flor,
que apesar da aridez deste sertão,
sempre é leite alimento para o amor...

Toda vida severina,
é feita de sonhos
dos pés à cabeça.
Sou feita de sonhos,
da cabeça aos pés!


OBS: a expressão "vida severina" é da obra do grande escritor João Cabral de Melo Neto: " Morte e Vida  Severina".

sábado, 13 de novembro de 2010

....Aproveite o tempo

A Flor e o Beija flor

A flor andava triste.
E o beija flor cismado perguntou,
se era o amor, a causa de sua dor.

A flor balbuciou que sim.
Apaixonara-se por um pastor
que toda manhã costumava regá-la,
enquanto no campo trabalhava.

O beija flor então perguntou:
- “onde está o seu pastor ?”
E a flor respondeu: :
-“ está a regar outro amor”.

Obs: esta poesia é antiga. Estou postando uma poesia antiga a cada nova que escrever. Espero que gostem! Beijos a todos os queridos visitantes e seguidores!
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.... Aproveite o tempo

Deus, como passa
rápido o tempo!
Fazendo sumir peremptório,
os fulgores da juventude.

O ano passou.
O tempo correu.
O vento soprou
O sol brilhou.
E a chuva umedeceu!

E o verbo passado.
Pretérito mais que perfeito,
agora é presente!

O tempo sem pena.
Sem pena de nós.
Bagunçou os tempos verbais!

E faz depressa fenecer
nosso frescor juvenil...
nossa despreocupação aleatória...

 nossa brincadeira de criança...


OBS: como era bom o tempo, em que as crianças eram alfabetizadas aos 5, 6 anos de idade. Agora com três anos já se ensina aos pequenos a ler e escrever. Pra quê?! Por que antecipar o tempo? Por que deixar a infância mais curta do que já é?! Depois reclamam que o tempo é que passa rápido.

sábado, 6 de novembro de 2010

Jardim da vida

Crie rouxinóis na sua janela, ao invés de urubus nos seus pensamentos. A alegria do presente
é como as andorinhas da primavera. Cantam e preparam o ninho, para o amanhã ainda ser mais belo.



O espírito deve procurar a luz
que vem do brilho da vida,
do sol,
da lua,
das estrelas,
dos olhares...

Cultive rosas no seu sorriso e exale o odor da vida.Quem planta flores,
colhe abelha e mel...
quem planta cactos no coração,
colhe espinhos e solidão...

sábado, 30 de outubro de 2010

" Moon River"

Como o céu é claro.
A noite é silêncio.
O pensamento é alado...

Como a lua divaga,
 sua elegante luminosidade,
pelo meu encanto em observar,
a olhar e somente a olhar,
sua majestade no céu a brilhar!

Como a noite descobre,
nossos sentimentos mais delituosos.
Como a claridade pura da lua,
transparece nossos desejos mais deliciosos...

Como é bom a casa a silenciar...
Silêncio das falas demasiadas,
das energias corpóreas a exalar.
Agora o reino é do silêncio.
Silêncio somente para me encontrar...


OBS:  a figura acima é do fime Breakfast at Tiffany's ( Bonequinha de Luxo), interpretado por Audrey Hepburn e  George Peppard. Trata-se de uma comédia romântica de 1961. Na foto ela toca "Moon River" na janela de seu apartamento. Filme muito lindo, vale a pena assistir!
 

sábado, 9 de outubro de 2010

" A insustentável leveza do ser ( libertas)"...















Livre,
livre e só liberdade.

A insustentável leveza,
da liberdade.
Sem imposições.
Sem culpa.

Como a liberdade liberta,
a alma dos próprios grilhões,
das vaidades, das injustas comparações.

A liberdade é pura.
É imaculadada.
É o ser como ele é.
É insustentável por não comportar peso,
É insustentável, por ser justa.





OBS: o título é uma homenagem ao grande Milan Kundera, escritor tcheco naturalizado francês, autor do impressionante livro " A insustentável leveza do ser", e inspirador destes versos. Fora realizado um filme sobre este livro, com a atriz Juliete Binoche. Vale a pena assistir!