Toda vida severina.
Guarda soluços e recatos,
religiosidades e chamas em vela,
pintados num quadro em tela.
Toda vida severina,
esconde uma saudade,
que debulha no travesseiro.
Num rosto pingado.
Num coração angustiado.
( refém dos próprios sentimentos)
Toda vida severina,
desabrocha no seio em flor,
que apesar da aridez deste sertão,
sempre é leite alimento para o amor...
Toda vida severina,
é feita de sonhos
dos pés à cabeça.
Sou feita de sonhos,
da cabeça aos pés!
OBS: a expressão "vida severina" é da obra do grande escritor João Cabral de Melo Neto: " Morte e Vida Severina".
sábado, 20 de novembro de 2010
sábado, 13 de novembro de 2010
....Aproveite o tempo
A Flor e o Beija flor
A flor andava triste.
E o beija flor cismado perguntou,
se era o amor, a causa de sua dor.
A flor balbuciou que sim.
Apaixonara-se por um pastor
que toda manhã costumava regá-la,
enquanto no campo trabalhava.
O beija flor então perguntou:
- “onde está o seu pastor ?”
E a flor respondeu: :
-“ está a regar outro amor”.
E a flor respondeu: :
-“ está a regar outro amor”.
Obs: esta poesia é antiga. Estou postando uma poesia antiga a cada nova que escrever. Espero que gostem! Beijos a todos os queridos visitantes e seguidores!
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.... Aproveite o tempo
Deus, como passa
rápido o tempo!
Fazendo sumir peremptório,
os fulgores da juventude.
O ano passou.
O tempo correu.
O vento soprou
O sol brilhou.
E a chuva umedeceu!
E o verbo passado.
Pretérito mais que perfeito,
agora é presente!
O tempo sem pena.
Sem pena de nós.
Bagunçou os tempos verbais!
E faz depressa fenecer
nosso frescor juvenil...
nossa despreocupação aleatória...
nossa brincadeira de criança...
OBS: como era bom o tempo, em que as crianças eram alfabetizadas aos 5, 6 anos de idade. Agora com três anos já se ensina aos pequenos a ler e escrever. Pra quê?! Por que antecipar o tempo? Por que deixar a infância mais curta do que já é?! Depois reclamam que o tempo é que passa rápido.
sábado, 6 de novembro de 2010
Jardim da vida
Crie rouxinóis na sua janela, ao invés de urubus nos seus pensamentos. A alegria do presente
é como as andorinhas da primavera. Cantam e preparam o ninho, para o amanhã ainda ser mais belo.
O espírito deve procurar a luz
que vem do brilho da vida,
do sol,
da lua,
das estrelas,
dos olhares...
Cultive rosas no seu sorriso e exale o odor da vida.Quem planta flores,
colhe abelha e mel...
quem planta cactos no coração,
colhe espinhos e solidão...
é como as andorinhas da primavera. Cantam e preparam o ninho, para o amanhã ainda ser mais belo.
O espírito deve procurar a luz
que vem do brilho da vida,
do sol,
da lua,
das estrelas,
dos olhares...
Cultive rosas no seu sorriso e exale o odor da vida.Quem planta flores,
colhe abelha e mel...
quem planta cactos no coração,
colhe espinhos e solidão...
sábado, 30 de outubro de 2010
" Moon River"
Como o céu é claro.
O pensamento é alado...
Como a lua divaga,
sua elegante luminosidade,
pelo meu encanto em observar,
a olhar e somente a olhar,
sua majestade no céu a brilhar!
Como a noite descobre,
nossos sentimentos mais delituosos.
Como a claridade pura da lua,
transparece nossos desejos mais deliciosos...
Como é bom a casa a silenciar...
Silêncio das falas demasiadas,
das energias corpóreas a exalar.
Agora o reino é do silêncio.
Silêncio somente para me encontrar...
OBS: a figura acima é do fime Breakfast at Tiffany's ( Bonequinha de Luxo), interpretado por Audrey Hepburn e George Peppard. Trata-se de uma comédia romântica de 1961. Na foto ela toca "Moon River" na janela de seu apartamento. Filme muito lindo, vale a pena assistir!
sábado, 9 de outubro de 2010
" A insustentável leveza do ser ( libertas)"...
Livre,
livre e só liberdade.
A insustentável leveza,
da liberdade.
Sem imposições.
Sem culpa.
Como a liberdade liberta,
a alma dos próprios grilhões,
das vaidades, das injustas comparações.
A liberdade é pura.
É imaculadada.
É o ser como ele é.
É insustentável por não comportar peso,
É insustentável, por ser justa.
OBS: o título é uma homenagem ao grande Milan Kundera, escritor tcheco naturalizado francês, autor do impressionante livro " A insustentável leveza do ser", e inspirador destes versos. Fora realizado um filme sobre este livro, com a atriz Juliete Binoche. Vale a pena assistir!
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
TRIBUTO DA MULHER

Toda moça deveria,
aprender a cozinhar,
falar francês,
tocar violão,
e cantar sentada na janela,
para o luar...
Mas que peso chato!
Este Imposto a nós.
Trata-se do imposto adicional à muher,
que além de ser mãe e mulher,
tem que trabalhar oito horas por dia....
Chegar a casa,
e ainda estar toda prosa.
Fazer hora extra com os deveres maternais,
e estar disposta
para as estripulias conjugais ( porque senão o marido vai procurar outra mais, digamos, "descansada"...)
Ufa!
domingo, 5 de setembro de 2010
Briga de travesseiros
Uma e meia da manhã.
Noite tumultutada.
Reviravolta entre travesseiros e lençois.
Ai sono, soninho...
que gosta de olhar as estrelas,
que não se conforma em dormir,
sem para o puro céu olhar.
Ai "sodade matadera'
para de rondar meu coração,
enquanto o corpo procura,
o dormir profundo...
sonolento...
esquecido no tempo...
OBS: 8:00 da manhã. E não é que dormi!!
Insônia,
inspiração das poesias,
deleite dos amantes...
tortura do poeta...
Noite tumultutada.
Reviravolta entre travesseiros e lençois.
Ai sono, soninho...
que gosta de olhar as estrelas,
que não se conforma em dormir,
sem para o puro céu olhar.
Ai "sodade matadera'
para de rondar meu coração,
enquanto o corpo procura,
o dormir profundo...
sonolento...
esquecido no tempo...
OBS: 8:00 da manhã. E não é que dormi!!
Insônia,
inspiração das poesias,
deleite dos amantes...
tortura do poeta...
domingo, 8 de agosto de 2010
" Por fora bela viola"...

Aparências...
não se iluda
com os reflexos mentirosos do espelho,
e com os obscuros contornos de tua sombra...
Se quiseres realmente conhecer,
olhe nos olhos.
Os olhos que são a porta de entrada
do espírito e do coração,
que somente se desviam,
quando a falta de hombridade é maior,
quando a falta de hombridade é maior,
ou quando a mentira contamina as intenções.
Palavras bonitas, sorrisos simpáticos.
PLÁSTICOS!
O que realmente a aparência oculta
e falseia a verdade?
Por que não expressar segundo os ditames
da sinceridade e da terna emoção,
ao invés de usar desprezíveis clichês e jargões?
Agradar...
a todos?
Para ter uma bela imagem?
Ser irrepreensível aos olhares alheios?
CEGUEIRA!
Cegueira que enxerga a mentira,
que se acostuma, habitua,
que prefere viver sem olhar nos olhos,
que dança com a morte à mercê da vida.
Os olhos....
e como é bom olhar nos olhos.
Olhos que não precisam enxergar a matéria,
para alcançar o coração e suas intenções,
para ter intuição
e viver sem ilusão...
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Amizade

Amizade é criação.
De respeito, companheirismo e dedicação.
De respeito, companheirismo e dedicação.
É contar com sorrisos hospitaleiros,
em ombros consoladores,
nas horas de alegrias e dissabores.
Amizade verdadeira é escolha.
De família cujo sangue é o amor,
amor que nasce de experiências e sensações,
de brigas, abraços e reencontros,
De família cujo sangue é o amor,
amor que nasce de experiências e sensações,
de brigas, abraços e reencontros,
de lágrimas choradas e sorrisos brotados...
Amizade pura
é água corrente e cristalina,
que corre com o rio,
que enfrenta cachoeiras e correntezas,
que descansa em praias e calmarias,
e deságua abastecendo,
o grandioso ciclo da existência.
Amizade sincera é saudade,
saudade de perto estar,
de querer encontrar e contar,
de viver e reviver momentos.
e confidenciar segredos,
que somente nossos sonhos podem vigiar....
Amizade é glória de Deus,
que criou do fraterno, o eterno,
que colocou anjos de carne,
em nossas jornada e nossos tropeços,
nossos saltos e acertos.
É sentimento,
que faz do só, o companheiro,
da solidão, a presença,
e do amor, a recompensa.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
A vida e seus viés

Goethe : " No topo do mundo ou nas profundezas do desespero". Assim pode-se traduzir a alma humana. Quando brilha como o sol, se enche de entusiasmo e soberba. Não vê ninguém além da própria luz. Quer chamar atenção, os holofotes. Os amigos e os cumprimento, todos dele. Presume-se intocável, festejado.
Mas aí vem a vida... para trazer esta pretensa alma do alto de seu pedestal escalonado. E ela fica amuada, inconsolável, nas profundezas da angústia e do vazio. Solidão. Luzes apagadas. É momento de retrospecção de interagir com seu próprio ser.
Só os sábios conseguem se levantar das profundezas, e não voltarem a ser soberbos. Já os ignorantes, grande maioria de senso comum, logo se aprumam quando vêem qualquer raio de luz.
....................................................................................................................................
Sempre tente se manter na sabedoria....quando estiver no topo das montanhas, procure não se envaidecer. E quando estiver nas profundezas da tristeza, procure crescer, para que volte a brilhar com mais alegria e compaixão.
Mas aí vem a vida... para trazer esta pretensa alma do alto de seu pedestal escalonado. E ela fica amuada, inconsolável, nas profundezas da angústia e do vazio. Solidão. Luzes apagadas. É momento de retrospecção de interagir com seu próprio ser.
Só os sábios conseguem se levantar das profundezas, e não voltarem a ser soberbos. Já os ignorantes, grande maioria de senso comum, logo se aprumam quando vêem qualquer raio de luz.
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Sempre tente se manter na sabedoria....quando estiver no topo das montanhas, procure não se envaidecer. E quando estiver nas profundezas da tristeza, procure crescer, para que volte a brilhar com mais alegria e compaixão.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
No time, baby!
Estudar, trabalhar, ralar.
E orgulham-se disso.
Estamos na era do sem- tempo.
Sem tempo para amar.
Sem tempo para conversar.
Sem tempo para visitar.
Sem tempo para jogar conversa fora.
Sem tempo para perder tempo.
Corre, corre, corre!
Precisa-se pagar as contas,
E enfrentar o trânsito,
e respirar dióxido de carbono.
E acham lindo dizer que não possuem tempo.
Aprumam-se por se acharem ocupados.
Dando a falsa percepção de importância...
Que tolinhos.
Que orgulhosos.
Quanta pretensão!
Importante é ter tempo,
de deitar na rede e cantar,
de amar até se afogar,
de ser poeta, vagabundo e boêmio.
Importante é ser Dorival Caymi.
“É O mar, é o mar, é o mar”....
Odoiá Iemanjá!
Como é bom olhar para o tempo,
E não ter tempo para se preocupar.
Olhar para as montanhas,
olhar para o céu,
e volver para o mar....
Até a hora de o despertador te acordar!
PS: quero mesmo é abraçar uma árvore! ( rs).
E orgulham-se disso.
Estamos na era do sem- tempo.
Sem tempo para amar.
Sem tempo para conversar.
Sem tempo para visitar.
Sem tempo para jogar conversa fora.
Sem tempo para perder tempo.
Corre, corre, corre!
Precisa-se pagar as contas,
E enfrentar o trânsito,
e respirar dióxido de carbono.
E acham lindo dizer que não possuem tempo.
Aprumam-se por se acharem ocupados.
Dando a falsa percepção de importância...
Que tolinhos.
Que orgulhosos.
Quanta pretensão!
Importante é ter tempo,
de deitar na rede e cantar,
de amar até se afogar,
de ser poeta, vagabundo e boêmio.
Importante é ser Dorival Caymi.
“É O mar, é o mar, é o mar”....
Odoiá Iemanjá!
Como é bom olhar para o tempo,
E não ter tempo para se preocupar.
Olhar para as montanhas,
olhar para o céu,
e volver para o mar....
Até a hora de o despertador te acordar!
PS: quero mesmo é abraçar uma árvore! ( rs).
quinta-feira, 3 de junho de 2010
O Outono, O Tempo, O Amor
O tempo- nebuloso.
As árvores- com as folhas secas.
O vento cortando a pele como navalha,
e entrando nos corações adormecidos.
O jardim soa abandonado.
Murcham as flores; murcham as videiras.
Sabiás e cotovias não têm onde cantar.
É outono da seca, outono do frio, outono da solidão...
Estação do tempo é estação da vida.
Há horas de frio, propício para o pensar.
Horas de flores, que ormamentam os jardins com perfumes e cores.
Horas de chuvas, que semeiam a vida.
Horas de calor, propenso para o amor....
Estamos na estação dos ventos,
dos ventos que levam as cores e as flores.
Do vento frio que traz as frutas,
que une as pessoas,
e aquece os corações ao redor das lareiras.
Tempo de cultivar o amor,
para que ele desabroche na primavera,
e se consume mo verão.
Tempo de passear em parques,
rolar nos gramados enfolhados,
em meio a casacos e cachecois.
Tempo de ler, de aquecer os pensamentos,
de escrever poesias, sonetos,
compor músicas e cantar em serestas.
Enfim outono é tempo...
de retrospecção da alma,
e de libertação para o amor.
Escrito numa enfadonha tarde de estudos....
As árvores- com as folhas secas.
O vento cortando a pele como navalha,
e entrando nos corações adormecidos.
O jardim soa abandonado.
Murcham as flores; murcham as videiras.
Sabiás e cotovias não têm onde cantar.
É outono da seca, outono do frio, outono da solidão...
Estação do tempo é estação da vida.
Há horas de frio, propício para o pensar.
Horas de flores, que ormamentam os jardins com perfumes e cores.
Horas de chuvas, que semeiam a vida.
Horas de calor, propenso para o amor....
Estamos na estação dos ventos,
dos ventos que levam as cores e as flores.
Do vento frio que traz as frutas,
que une as pessoas,
e aquece os corações ao redor das lareiras.
Tempo de cultivar o amor,
para que ele desabroche na primavera,
e se consume mo verão.
Tempo de passear em parques,
rolar nos gramados enfolhados,
em meio a casacos e cachecois.
Tempo de ler, de aquecer os pensamentos,
de escrever poesias, sonetos,
compor músicas e cantar em serestas.
Enfim outono é tempo...
de retrospecção da alma,
e de libertação para o amor.
Escrito numa enfadonha tarde de estudos....
quinta-feira, 6 de maio de 2010
O Monte e a Lua
O Monte grande e proeminente,
prostrado na sua solidão de pedra,
um dia viu a Lua,
linda, brilhante e bela,
e por ela perdidamente se apaixonou....
Toda noite,
a lua iluminava o monte,
com sua luz clara e delirante,
aquecendo o tristonho coração de pedra.
A Lua também nutria por ele, grande amor...
Mas que amor é esse...?
Amor que só olha, vela...
Mas não toca,
Amor impossível, sublime
Amor, sublime amor!
Sublime pela afeição, pelo carinho,
pela vontade de estar próximo,
mas da realidade de tão longe estar....
Amor que dura milhares de séculos,
amor resistente como as pedras do monte...
e delicado como a leveza da lua...
prostrado na sua solidão de pedra,
um dia viu a Lua,
linda, brilhante e bela,
e por ela perdidamente se apaixonou....
Toda noite,
a lua iluminava o monte,
com sua luz clara e delirante,
aquecendo o tristonho coração de pedra.
A Lua também nutria por ele, grande amor...
Mas que amor é esse...?
Amor que só olha, vela...
Mas não toca,
Amor impossível, sublime
Amor, sublime amor!
Sublime pela afeição, pelo carinho,
pela vontade de estar próximo,
mas da realidade de tão longe estar....
Amor que dura milhares de séculos,
amor resistente como as pedras do monte...
e delicado como a leveza da lua...
sábado, 27 de março de 2010
"Criminis” (novo)

Réus e jurados,
vítimas, juízes.
Defensores e promotores.
Todos discutindo
a mesma lamúria.
O pesar dos que já se foram,
e o chorar dos que clamam consolo.
Tribunal do júri.
Inicia-se a sessão.
Exposição da peça,
promotor e advogado,
no mesmo tablado.
Fatos, provas, perícias,
Depoimentos, testemunhas.
Primeiro acusação,
depois, defesa.
Gastando a sua tese,
no crime em que pese.
Quanto vale a vida?
E qual o preço da liberdade?
Liberdade e Prisão.
Qual o limite da sanção?
Tarefa ingrata.
Acusar e defender.
Um aponta o dedo adiante,
e quatro contra si.
E o outro dorme,
com a gravidade
das iniqüidades!
Não há como fugir, escapar,
das leis, das penas, do ofício.
E o preço a pagar,
é o vento, a paz, o sol...
Os filhos, a família.
Triste sacrifício
este de julgar!
Sem sono (novo)
Pra quê comprei uma agenda,
Se nem sei que dia é hoje.
Se não tenho compromissos importantes.
Reuniões a agendar
e discursos a declamar.
No momento só ouço,
o barulho do pernilongo
Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz
a precipitar sobre
meu ouvido sonolento.
Rabisco versos,
porque bacharel metido a poeta,
não tem nada mais importante a fazer.
Só olho as estrelas pela janela,
que aliás são difíceis de aparecer
numa cidade tão nebulosa.
E fico a pensar besteiras
na minha cabeceira,
e escrever asneiras.
A esta hora...
Nem olho as horas...
Isso me dá insônia.
Se nem sei que dia é hoje.
Se não tenho compromissos importantes.
Reuniões a agendar
e discursos a declamar.
No momento só ouço,
o barulho do pernilongo
Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz
a precipitar sobre
meu ouvido sonolento.
Rabisco versos,
porque bacharel metido a poeta,
não tem nada mais importante a fazer.
Só olho as estrelas pela janela,
que aliás são difíceis de aparecer
numa cidade tão nebulosa.
E fico a pensar besteiras
na minha cabeceira,
e escrever asneiras.
A esta hora...
Nem olho as horas...
Isso me dá insônia.
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