sábado, 19 de março de 2011

O prazer

O sexo quebra o encanto.
Quebra a beleza, quebra o olhar.
Do sorriso tímido...Quebra o abraço carinhoso,
e o fugir com vontade
de se mostrar.

O sexo é banal.
É apenas um subterfúgio,
para almas medíocres,
terem o que conversar.

Na verdade...
O sexo é uma bela obra de arte!
Em que há o encanto do olhar
Daquele sorriso abrasador,
daquele abraço acolhedor...
Daquela fuga!
desejosa de selvagem captura...

O sexo é consequente,
do mais belo romantismo.
E não sou piegas.
Não, somente falo,
aquilo que é desejoso,
aquilo que é essência,
que brota, que quer vida!

O sexo por si...
é vazio, medonho..
Até incômodo!

Já aquela obra de arte...
Ah, ela é puro jardim!
De flores, de beleza, de fertilidade,
de amor...



sábado, 5 de março de 2011

Nossa Senhora!



Nossa Senhora,
luz de amor.
Manto de abençoada proteção,
Rainha de todos os corações!
Doce consolo,
afago protetor.
Protege-nos Senhora Mãe!
De nós mesmos.
Daí- nos consolo,
cuida do nosso dormir.
Vela pelos nossos sonos, sonhos
Encha nosso coração de nobres sentimentos,
Afasta a amargura, o rancor, a solidão...

Mãe de todas as Mães!
Imagino-a com seu manto azul...
Suas mãos a nos carregar,
Seu olhar cheio de amor,
a nos consolar.

Proteja-nos querida Mãe!
Com seu manto azul.
Proteja-nos com vossa paz...!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Ode à lua



Ai ai Lua...
quer entrar no meu quarto
e dizer qual segredos guardas
em seu coração de lua?...

Em que nuvem flutua,
seus sonhos de amor e brancura
sua luminosidade que outrora perdia
nos raios luminosos do dia
e que retorna com a tarde tardia
voltando a encher o suave coração de lua,
que flutua, flutua...

Quer deitar sua luz,
no meu seio de branda ternura
embalar uma noite de amor,
acobertada pelo seu manto cobertor.

Lua cúmplice dos amantes...
Ilumina os becos escuros
com amor e poesia...

Lua observadora das fugas apaixonadas!
e madrinha de todas as histórias
de amor e de dor...


OBS: esta poesia é antiga... Estou  apenas reeditando-a... Beijos a todos

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Meu vinte de fevereiro

Meus vinte e poucos anos colhidos,
de primaveras brotadas.
Declamados em sonetos,
de contradiçoões vividas.
De alegrias "sorridas",
de tristezas choradas.
De romance, romantismo,
de ilusões e perdas declaradas...

De amor...
que parafraseou meu dias,
em versos de alegrias...
E teceu algumas noites,
em tristes versos simbolistas....

Pedido: Um coração bondoso,
que saiba perdoar,
um coração leve,
que sempre saiba amar...


domingo, 13 de fevereiro de 2011

O eterno..



O amor é devagar...
Não é apressado.
Não se aflige com o relógio...
O tempo do amor.
É o tempo da eternidade...

O amor é silêncio.
Sem constrangimento.
É o roçar sobre o desconhecido...
É o presente sempre vivido.
"É a dor que desatina sem doer"...


Obs: último verso é de Camões. O trecho  é do filme Candelabro italiano ( "Rome Adventure")filmado em 1961. Simplesmente encantador! O jovem casal interpretado por Suzanne Pleshette e Troy Donahue, fazem um delicicioso tur pelo norte da Itália. Como sempre digo, vale a pena assisitir!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Alimento




A paixão 
é o fruto da árvore envenenada.

O amor
é a flor que sacia o beija flor...


Diferentes na essência.
Únicos na dor...




sábado, 29 de janeiro de 2011

O sonhador



O poeta está acima.
Acima da corrupção,
da aparvalhada alienação.

O poeta está no cume,
de uma montanha chamada solidão...
Assiste aos clamores.
Se compraz de amores...

O poeta é só.
É múltiplo em suas dores.
Egoísta em seus horrores!

O poeta está abaixo...
Abaixo de suas torturas.
De sua apaixonante amargura...


PS: feeling so lonely...

sábado, 22 de janeiro de 2011

Pronta para fugir




OBS: trecho do filme Cinderela em Paris - Funny Face.Com Audrey Hepburn e Fred Astaire  ( música- "He Loves And She Loves"). Para quem gosta de fimes românticos e musicais da década de 50, vale muito a pena assistir. Os atores dão um show de interpretação, dança e canto. Eram artistas completos. Além de romance o filme também trata de filosofia. Enfim... lindo, encantador!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Simplesmente infinitivo...



No amanhecer adocicado,
me perco em pensamentos....
Atordoando o nascer do dia,
num confuso tormento...

O entardecer de uma brisa leve,
me remete a tempos insolentes...
Ouvindo o sussurrar do vento,
em um ouvido sonolento...

O anoitecer...
que tece o céu de estrelas.
Em uma escuridão iluminada...
Fechando o dia sublime,
 em uma bela esplanada!


OBS: escrita em 2005. Ontem, achei entre meus escritos de estudante e resolvi postá-la.

sábado, 8 de janeiro de 2011

A Lágrima

Cuidado quando,
a água límpida,
burburante e viva,
deixa de fluir na alma.
Transformando-se em água turva,
De raiva, ódio e prisão.

O corpo é água transparente.
Transparece pelos olhos.
Olhar, espelho do ser.
Quem é puro transparece,
todas as emoções no ato.
Num segundo.
De uma lágrima declamada.

A lágrima declama.
A tristeza, a alegria, o consolo.
A lágrima é poética poesia.
Uma sonata inteira,
tem como inspiração,
uma única gota,
de lágrima declamada.

Essa lágrima é pureza de água límpida.
Porque mostra minha nudez.
É verdadeira, não é mentira.
É água que quando chora,
Transborda um rio inteiro.
De uma doce, tenra e ardente existência...
 

sábado, 1 de janeiro de 2011

Ode ao amor


Como é bom amar!
Mesmo que um oceano
encubra a distância,
mais forte é o ardor do amor
Que une corações,
mesmo estando
em extremas divisões.

Sempre tema de sonetos,
de alegres melodias,
ou de tristes cantigas
Sempre o alimento bucólico 
da Dor
Manisfesta-se no Amor.

Obs: Cena do filme "Breakfast at Tiffany's. 1961

Chove muito lá fora...


 

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

o coração

O coração é pura verdade.
E pura ilusão.

E verdade porque,
na solidão taciturna
dos meus pensamentos.
Ele me revela o que há,
de verdadeiro, concreto...
É fatal quando erro.
É vigoroso quando amo...

É ilusão porque,
o coração é pureza de romance.
Fantasia, cria, se perde.
Idealiza um mundo utópico
de beleza, ideias e emoções,
quando o impropério é a paixão
(quando se trata de amor...)

O coração é dúbio.
É certeiro na verdade.
É ingênuo na ilusão...

sábado, 18 de dezembro de 2010

Conflitos


Conflitos...
internos, externos, existenciais...
 

Como os conflitos me cansam.
As brigas me enfraquecem,
e não me enobrecem.
Não sou guerreira de brigas.
Sou guerreira de flores...

 Brigas para ter razão.
Pura infantilidade...
de quem não sabe,
o que é simplicidade.

Brigas por discórdia,
mancham a alma de tristeza,
enchem o espírito de baixeza.
Causa enfarto, cefaléia, depressão...
de corpo e de coração.


Como sou guerreira de flores,
e de amores,
minhas flechas são de cupido.


Sou conflituosa só por dentro.
Mas por fora....
sou toda prosa!
( e também poesia....)



sábado, 11 de dezembro de 2010

Ode à Arte

Que graça teria o mundo.
 Sem a música e a literatura.
Se somente houvesse,
médico, engenheiro, advogado.

Todas são importantes!
Porém  a música nos faz sonhar...
Criamos personagens e ambientes ilusórios.

E a literatura nos transporta,
para além das fronteiras físicas,
para o mar, para as estrelas,

para o infinito, para o campos...
para os amores distantes, improváveis....

Como é bom desfrutar dos delírios da música!
E da magia da literatura romântica!
Cada nota tocada,
cada sonata, e o"noturno" de Chopin,
tocam alguma corda da nossa essência,
seja obscura, seja transparente,
seja triste, seja doce...

A música revira nosso íntimo.
Nosso instinto!
Modificamos com a música.
Somos dissonantes como ela.
Chegamos ao impropério,
de dançarmos despidos, sem mácula,
para a claridade pura da lua...

E a literatura...
Ah essa nos faz suspirar.
Se romântica, nos aquece os sentidos.
Se sombria, enche-nos de mistério....(* O Morro dos Ventos Uivantes)

Arte musical e literária,
pressuposto de existência feliz.

Deus nosso "primo" artista,
nosso poeta e músico do céu,
delegou esta divina graça,
para que o mundo fique...
mais leve...
mais romântico...                                      
mais sonhador...
mais cheio de amor...



OBS:* Emily Bronte, escritora inglesa do século XIX, autora do impressioante romance, O Morro dos Ventos Uivantes.
OBS: O filme "Singin in the rain" é um clássico musical da décade de 50. Vale a pena assistir!

sábado, 4 de dezembro de 2010

Contradições


A minha viola canta uma canção
No meu coração toca um refrão
Na minha banda, antítese rima com paráfrase.
Metáfora com anacronismo
E hipérbole com onomatopéia

Na minha vida sorriso conjuga com lágrimas,
Raiva com alegria,
Beijo com tapa,
Viola com violão


No meu relógio, hora marcada é atrasada.
meio-dia são duas horas,
seis horas são meia noite e seis,
e três são nove horas.


No meu céu, as nuvens negras,
brilham como ouro ao toque da luz.
A lua beijou o mar,
e o mar beijou o sol.
Belo triângulo amoroso



OBS: Como gosto muito desta poesia, resolvi postá-la novamente. Beijos carinhosos a todos!